CFP: OPINIÃES N. 14 – Dossiê "A tragédia e o trágico na literatura brasileira"

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    Giovanna Gobbi Alves Araujo
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    @giovannagobbi

    Call For Papers / Chamada de trabalhos — Opiniães nº 14

    Dossiê: A tragédia e o trágico na literatura brasileira

    A Revista Opiniães (Qualis B5) tratará do tema da tragédia e do trágico na literatura
    brasileira em seu dossiê temático para a edição de número 14, a ser publicada no
    primeiro semestre de 2019.

    A Opiniães – Revista dos alunos de literatura brasileira (Universidade de São Paulo, Brasil) convida estudantes e
    pesquisadores a submeterem artigos e ensaios que abordem o tema da tragédia e do
    trágico na literatura brasileira. Em Ensaio sobre o trágico, Peter Szondi reflete que com
    Aristóteles há a elaboração de uma poética da tragédia e com Schelling, o surgimento de
    uma filosofia do trágico. O primeiro ocupa-se da estruturação formal da tragédia
    enquanto gênero dramático por excelência; ao passo que o segundo contribui, sob o
    prisma do pensamento filosófico moderno, para a interpretação ontológica do trágico,
    como uma dimensão fundamental da experiência humana. No grande teatro do mundo,
    o trágico é a encenação da expiação do homem não por uma falta individual, mas pelo
    seu pecado original, o de haver nascido: “Pues el delito mayor/ Del hombre es haber
    nascido” (La vida es sueño, de Pedro Calderón de la Barca). Presente na literatura
    brasileira desde as tragédias de Gonçalves de Magalhães até as Tragédias cariocas, de
    Nelson Rodrigues, para dar alguns exemplos, o trágico transita ora entre concepções
    estéticas e poéticas, materializado como gênero – a tragédia –, ora como um princípio
    ontológico, antropológico, de interpretação histórica, na medida em que evoca o destino
    humano em meio aos confrontos entre o desejo e o dever, a liberdade e a necessidade, a
    insubmissão e a subordinação a instâncias superiores e normas morais, a insolubilidade
    e a resolução dos conflitos, beirando por vezes o absurdo e efetuando diálogos profícuos
    com o cômico, ou ainda em seu sentido mais usual, usado rotineiramente para nomear
    acontecimentos fatais e funestos. A chamada de artigos inéditos vai contemplar, ainda,
    atualizações, perspectivações e psicologizações tanto de definições, quanto de
    elementos formais pertinentes à tragédia e à manifestação do trágico na literatura
    brasileira dos seus começos à contemporaneidade.

    Aproveitamos para lembrar que a revista também destina espaço para a publicação de
    artigos de tema livre, resenhas, ensaios, traduções inéditas e criação literária. A
    submissão dos textos deverá seguir as normas da revista e deve ser feita até o dia
    11/01/2019, via sistema, pelo endereço eletrônico http://www.revistas.usp.br/opiniaes.
    As submissões são abertas a pesquisadores vinculados ou não a instituições acadêmicas,
    não sendo necessário título de mestre/doutor. Temos por princípio que a avaliação por
    pares, de caráter duplo-cego, é suficiente para garantir a originalidade e a qualidade dos
    artigos a serem publicados.

    Andréa Jamilly Rodrigues Leitão e Jéssica Cristina dos Santos Jardim
    Editoras da Opiniães nº 14

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